Ouça agora na Rádio

Tecnologia

Compartilhe agora

EUA acusam chineses de liderar ataques cibernéticos globais

Postado em 22/07/2021 por Sistema Plug

img-page-categoria

Fonte imagem capa:Imagem: Pixabay

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou, no início da semana, quatro cidadãos chineses de serem os responsáveis por campanhas globais de ataques cibernéticos realizados nos últimos anos. Agências governamentais, empresas e universidades estavam entre os alvos do grupo.

De acordo com o órgão, os acusados pelas invasões ocorridas entre 2011 e 2018 possuem ligação com o governo da China e estariam em busca de dados que beneficiariam empresas e instituições do país asiático. Além de informações comerciais sigilosas, eles também teriam roubado dados de pesquisas sobre doenças infecciosas.

Os réus Ding Xiaoyang, Cheng Qingmin e Zhu Yunmin eram oficiais do Departamento de Segurança do Estado de Hainan (HSSD), na China, que coordenavam os grupos de cibercriminosos, conforme o júri federal de San Diego (Califórnia). Já Wu Shurong seria o criador do malware que infectou os sistemas atacados.


DadosDados de pesquisas científicas também foram roubados nas campanhas.

Fonte:  Unsplash 

Ainda conforme o Departamento, os ataques fizeram vítimas no Canadá, Alemanha, Camboja, Arábia Saudita, África do Sul, Reino Unido e Suíça, entre outros países, além dos EUA. Alguns dos setores atacados incluem aviação, defesa, educação, marítimo, biofarmacêutica e saúde.


Nenhum país ou indústria é seguro

Para a Procuradora-Geral Adjunta Lisa O. Mônaco, as investigações mostram que a administração chinesa não está mantendo seus compromissos bilaterais e multilaterais, investindo em ataques online para roubar o que outros países fazem. Ela também fez um alerta importante.

A amplitude e a duração das campanhas de hacking da China, incluindo esses esforços visando uma dúzia de países em setores que vão desde saúde e pesquisa biomédica até aviação e defesa, nos lembram que nenhum país ou indústria é seguro, ressaltou Lisa.

Cada um dos réus foi acusado de conspiração para cometer fraude informática, que pode resultar em pena de até cinco anos de detenção. Mas há ainda uma acusação de conspiração por espionagem econômica, cuja pena máxima chega a 15 anos de prisão.