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Homem com Covid-19 levado na carroceria de carro para hospital recebe alta em SC

Foto: Amanda Tomasi/Reprodução

Altair Gonçalves Pereira, de 41 anos, deixou o Hospital Regional do Oeste (HRO) na noite de domingo (28). Ainda se recuperando da Covid-19 que tirou seu fôlego e o colocou em um hospital lotado de pacientes na mesma condição, o morador de Chapecó relembra a noite que precisou ser transportado na carroceria de um carro ao lado de um cilindro de oxigênio e da esposa para a unidade saúde.

“Se não fosse o oxigênio, eu não estava aqui para contar essa história. A sensação é muito pesada, eu vi muita perda, muita coisa pesada lá dentro [do hospital]”, conta.

O transporte improvisado na carroceria da caminhonete foi filmado por uma jovem. O cilindro de oxigênio que aparece na imagem foi comprado pela família de Altair na sexta-feira (19), três dias antes da internação. Segundo o cabelereiro, o pulmão foi ficando cada vez mais fraco e as dores pelo corpo aumentaram. A solução foi comprar o equipamento, por R$ 750.

Na segunda-feira (22), após piorar mais uma vez, ele foi até o posto de saúde e recebeu do médico a notícia de que seria internado. Ele e a esposa, Lúcia Vieira, esperaram por uma ambulância durante duas horas e, sem previsão de atendimento, decidiram ir de carro até o hospital.

Altair não conseguia respirar sem o cilindro de oxigênio e foi colocado na carroceria do automóvel, pois o equipamento não cabia dentro do veículo.

Internado durante seis dias, Altair ficou em um leito de enfermaria junto a outros pacientes no hospital referência da Covid-19 na maior cidade do Oeste catarinense. Ele não precisou ser encaminhado para uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas viu pacientes que morreram e profissionais chorando, além de muito cansados. Na noite que ele deixou o hospital, 136 pessoas da região esperavam por um leito.

Preocupação com o filho

Pai de três filhos, ele conta que o momento de mais medo foi quando descobriu que o filho de 16 anos também estava com Covid-19. Como mora no interior da cidade, onde o sinal de celular é difícil, as notícias entre a família demoravam a ser atualizadas. Vendo pacientes de diferentes idades e sem doenças pré-existentes chegando no hospital, a preocupação cresceu.

“Dá todo o tipo de sentimento lá dentro. Eu fiquei dois dias tentando ligar, o médico, as enfermeiras e não conseguia [falar com o filho]. Na minha ideia, para mim, meu filho estava muito doente”.

Em casa, ele agora se recupera junto do filho, que não precisou ser internado. Durante o tempo em que ficou internado, Altair conversou com psicólogos, médicos, conheceu a história de pacientes e funcionários que estavam longe da família. Ele também aprendeu exercícios para melhorar a capacidade do pulmão e, agora, divide o que aprendeu com o filho.

“Eu sempre tive uma vontade extrema de viver, quem vive comigo sabe disso. O valor para a vida a gente sempre teve. Dessa doença, a gente sai com um trauma. Eu ainda não consigo falar 15% do que eu vi lá dentro, mas a gente vai se recuperando”, afirma.

Fonte: G1 SC

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    02/03/2021
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    Santa Catarina
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