Vacinação contra dengue segue disponível para pessoas entre 10 e 14 anos em SC
Publicado em 11/06/2026 por Rádio Estação FM
Imunizante aplicado é o Qdenga e não a vacina do Butantan, suspensa temporariamente pelo governo federal.
A vacinação contra a dengue para adolescentes de 10 a 14 anos continua disponível nas unidades de saúde dos municípios catarinenses contemplados pela estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS). A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforçou que o imunizante é importante para prevenir casos graves e reduzir hospitalizações causadas pela doença.
A vacina aplicada nesse público é a Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda e incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), e não a vacina do Butantan, suspensa temporariamente nesta semana pelo governo federal. A SES destaca que o imunizante passou por todas as etapas de avaliação dos órgãos reguladores e faz parte do calendário de vacinação contra a doença.
A vacinação contra a dengue para adolescentes segue conforme as orientações do Ministério da Saúde. A Qdenga é a vacina utilizada atualmente na rede pública para esse público e continua disponível nas unidades de saúde dos municípios”, reforça o diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), João Augusto Fuck.
A SES orienta pais, mães e responsáveis a verificarem a situação vacinal dos adolescentes e procurarem uma unidade de saúde para completar o esquema vacinal quando necessário. Além da imunização, a pasta reforça a importância da eliminação de recipientes que possam acumular água, medida considerada fundamental para reduzir a proliferação do mosquito Aedes aegypti e prevenir a dengue.
Vacina do Butantan
Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan para a realização de esclarecimentos adicionais e investigação de eventos adversos relacionados ao uso do imunizante.
A decisão ocorreu após a identificação de 42 casos com sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Três deles foram classificados como graves, incluindo dois óbitos. Até o momento, não há comprovação de que os episódios tenham sido causados pela vacina.
