Ministério da Saúde amplia acesso a medicamento para pessoas com HIV ou aids

Publicado em 18/06/2026 por Rádio Estação FM

Saúde

Nova regra permite que pessoas com falha no tratamento tenham acesso mais rápido ao fostensavir pelo SUS.

Fonte: Foto: Divulgação /MS

O Ministério da Saúde ampliou o acesso ao medicamento fostensavir, utilizado no tratamento de pessoas que vivem com HIV ou aids e apresentam vírus multirresistente. A mudança foi oficializada por meio da Nota Técnica nº 68/2026 e tem como objetivo garantir que pacientes com maior vulnerabilidade clínica possam receber o tratamento antes de esgotarem todas as opções terapêuticas disponíveis.

O fostensavir é indicado para adultos com infecção por HIV-1 multirresistente que apresentam falha virológica. O medicamento é utilizado em conjunto com outros antirretrovirais e faz parte das opções oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para casos considerados mais complexos.

Com a atualização das regras, a análise para acesso ao medicamento passa a ocorrer mais cedo durante o tratamento. Entre as mudanças estão a ampliação dos critérios para pacientes que já utilizaram diferentes classes de antirretrovirais, possuem falha virológica confirmada e apresentam resistência a medicamentos usados anteriormente.

Outra novidade é que pessoas com forte suspeita clínica de multirresistência poderão ser avaliadas para receber o tratamento mesmo quando não houver um histórico completo de exames de genotipagem.

Segundo o coordenador-geral de Vigilância de HIV e Aids do Ministério da Saúde, Artur Kalichman, a medida fortalece o compromisso do governo com um atendimento mais justo e eficiente.

“Ao ampliar e qualificar o acesso ao fostensavir, fortalecemos nosso compromisso com a equidade e com a oferta das melhores opções terapêuticas disponíveis. É mais um passo para garantir cuidado de qualidade e melhores perspectivas de saúde para quem mais precisa”, afirmou.

Estratégia

A ampliação do acesso ao fostensavir integra uma estratégia mais ampla do Ministério da Saúde para fortalecer a prevenção, a vigilância e o cuidado integral das pessoas que vivem com HIV. O Brasil mantém uma das maiores políticas públicas de enfrentamento à doença, oferecendo diagnóstico, tratamento e acompanhamento clínico gratuitos pelo SUS.

Entre as ações disponíveis estão a terapia antirretroviral para todas as pessoas diagnosticadas com HIV, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), a distribuição de preservativos e autotestes, além da ampliação dos testes rápidos em unidades de saúde de todo o país.

O Ministério também investe na vigilância epidemiológica e laboratorial, permitindo identificar populações mais vulneráveis e orientar políticas públicas baseadas em evidências. O acompanhamento da carga viral e da contagem de linfócitos CD4, oferecido pelo SUS, possibilita monitorar a eficácia do tratamento e realizar intervenções precoces quando necessário.