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Pesquisadores de SC desenvolvem ‘pipa’ gigante para gerar energia eólica

Postado em 22/10/2021 por

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*Fonte imagem : NSC*


Um projeto realizado em um dos laboratórios da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Florianópolis utiliza a asa de um parapente, presa ao cabo que se movimenta a 600 metros de altura, e a força do vento para produzir energia.

Segundo os pesquisadores, o custo da invenção é dez vezes menor que o sistema tradicional de geração de energia eólica, que utiliza um aerogerador composto de uma grande torre e pás que pesam toneladas. “Ele funciona assim, você joga a ‘pipa’ contra o vento, o vento arrasta a ‘pipa’, puxa o cabo, desenrola o tambor e gera energia no gerador”, explica o coordenador da UFSCkite, Alexandre Trofino.

A tecnologia também consegue detectar a chegada de pássaros e desviar a operação da asa. Segundo os especialistas, também é possível explorar a energia dos ventos em altitudes mais elevadas.

“Você pode pensar em aplicações no interior do país, próximo a plantações, no agronegócio, onde precisa de energia elétrica e não precisa estar conectado na rede elétrica. Pode ser um sistema isolado que fornece energia mesmo em locais onde o vento é fraco, do nível do solo a 600 metros de altitude ele é forte e essa tecnologia consegue captar o vento”, afirma o supervisor do laboratório, Marcelo de Lellis.

O projeto começou em 2012, dentro da sala de aula. Nos primeiros dois anos ele tinha um perfil mais acadêmico. Entre os pesquisadores existe uma estimativa que o produto chegue ao mercado de cinco a dez anos.

“Você troca a torre de concreto por um cabo, as pás você troca por uma ‘pipa’, que é um pano, um tecido. O custo disso é muito menor do que das pás e das torres. O cabo e a ‘pipa’ é fácil de transportar, aquelas pás é uma dificuldade enorme, um custo. Outra vantagem é o impacto ambiental. Para você reciclar as pás e o gerador depois que perdem a vida útil, o custo de reciclagem é muito grande e nem tudo ainda é reciclável”, afirma Trofino.

A tecnologia existe há bastante tempo, mas era até então desenvolvida apenas na Europa. O UFSCkite é um único grupo de pesquisa da América Latina que desenvolve esse tipo de tecnologia. Para continuar o projeto eles estão em busca de parcerias.

“Estamos no estágio onde gostaríamos de transferir a tecnologia que foi desenvolvida até agora com recursos de CNPQ [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] para uma startup que daria continuidade do projeto de uma maneira mais tecnológica”, disse o coordenador UFSCkite.

Fonte: Portal Minutta

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